segunda-feira, 19 de maio de 2008

ANTIGONA, segundo a WIKIPEDIA

Origem do texto ( adaptado para português ) : Wikipédia, a enciclopédia livre.

Antígona é uma figura da mitologia grega, filha de Édipo e Jocasta.

A versão clássica do mito sobre Antígona é descrita na obra Antígona do dramaturgo grego Sófocles, um dos mais importantes escritores de tragédia grega.

Esta obra é a terceira parte da Trilogia Tebana, os quais também fazem parte Édipo Rei e Édipo em Colono.

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Antígona é filha de Édipo e de Jocasta, que tinham mais três filhos: Etéocles, Ismênia e Polinice.
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Foi a única filha que não abandonou Édipo quando este foi expulso de seu reino, Tebas, pelos seus dois filhos.

Polinice, seu irmão, tentou convencê-la a não partir do reino, enquanto Etéocles ficou indiferente com sua partida.

Antígona acompanhou o pai no seu exílio até sua morte.

Polinice casa-se com a filha de Andrastos, rei de Argos, e juntamente com este desencadeia um ataque contra Tebas, que foi chamado de expedição dos "Sete contra Tebas" onde Anfiarus prevê que ninguém sobreviveria, somente o rei de Argos.

Como a guerra não levou a lugar nenhum os dois irmãos decidem disputar o trono com um combate singular, no qual ambos morrem.

Creonte herda o trono e faz uma sepultura com todas as honras para Etéocles, deixando Polinice no local onde caiu, proibindo qualquer pessoa de enterrá-lo sob pena de morte.

Antígona, indignada, tenta convencer o novo rei a enterrá-lo, pois, quem morresse sem os rituais funebres, seria condenado a vagar cem anos nas margens do rio que levava ao mundo dos mortos, sem poder ir para o outro lado. Não se conformando, ela enterra Polinice com as próprias mãos e é presa . Creonte manda enterrá-la viva. Sua irmã Ismênia tenta defendê-la e oferece-se para morrer em seu lugar, o que Antígona não aceita.

Hêmon, seu noivo e filho de Creonte, não conseguindo salvá-la, suicida-se.Ao saber que seu filho se tinha suicidado, Eurídice, mulher de Creonte, também se mata.

"ANTIGONA"

Prefácio a um novo blogue: "ANTIGONA "

De Antigona A. ( A. de antiga, clássica, filha de Atenas....) a ...Antigona B. ( B. de "blues" .... ) vão imensas distâncias : a distância do tempo, a distância do lugar, a distância do "discurso", a distância do "espírito":

Antigona A. é a Antigona que afronta os deuses e as leis injustas dos homens _ um clássico imortal que, da antiga Grécia, ficou para sempre, no passado, no presente e no futuro _ esta é a Antigona que, "avant la lettre", antecipou o Camus do "Mito de Sísifo";

Antigona B. , é uma versão "moderna" (?) , "post-moderna" (?) , "contemporânea" (? de quem?, de quê?

Da Grécia ao jazz, de tudo um pouco passará por este blogue, que será também um "blogue secreto", com várias "marcas d'água" ...

Mas, sempre do lado de Antigona...umas vezes "Antigona A.", outras vezes "Antigona B."...

Humilde prefaciador deste blogue, evoco François Villon e, com as suas palavras emprestadas , envio a minha fraternal saudação aos "meus irmãos humanos " que, um dia ou outro, passem os olhos pelas palavras e pelas imagens deste "ANTIGONA BLOG":

"Frères humains, qui après nous vivez,N'ayez les coeurs contre nous endurcis,Car, si pitié de nous pauvres avez,Dieu en aura plus tôt de vous mercis.Vous nous voyez ci attachés, cinq, six :Quant à la chair, que trop avons nourrie,Elle est piéça dévorée et pourrie,Et nous, les os, devenons cendre et poudre. De notre mal personne ne s'en rie ;Mais priez Dieu que tous nous veuille absoudre !Se frères vous clamons, pas n'en devezAvoir dédain, quoique fûmes occisPar justice. Toutefois, vous savezQue tous hommes n'ont pas bon sens rassis.Excusez-nous, puisque sommes transis,Envers le fils de la Vierge Marie,Que sa grâce ne soit pour nous tarie,Nous préservant de l'infernale foudre.Nous sommes morts, âme ne nous harie,Mais priez Dieu que tous nous veuille absoudre !La pluie nous a débués et lavés,Et le soleil desséchés et noircis.Pies, corbeaux nous ont les yeux cavés,Et arraché la barbe et les sourcils.Jamais nul temps nous ne sommes assisPuis çà, puis là, comme le vent varie,A son plaisir sans cesser nous charrie,Plus becquetés d'oiseaux que dés à coudre. Ne soyez donc de notre confrérie ;Mais priez Dieu que tous nous veuille absoudre !Prince Jésus, qui sur tous a maistrie,Garde qu'Enfer n'ait de nous seigneurie :A lui n'ayons que faire ne que soudre.Hommes, ici n'a point de moquerie ;Mais priez Dieu que tous nous veuille absoudre !"

François VILLON (1431-1489?)